Contemporaneidade

9:34 am

Um relógio quando pára
Pára também um pedaço do mundo
O mesmo mundo que é espaço
Onde os recursos escassos
Provocam problemas profundos

Parede e pulso que sente
Telefone, obelisco marcando
Doença que nunca melhora
Desde que o nunca era quando
Manter-se no centro das horas
Embrulhar o instante presente

Pobre mundo
Vasto e imundo
Já me chamei Raimundo
Agora sou só correria
Sem rimar com mais nada por perto

Na era das desavenças
É tempo de se apressar
Não existe tempo a perder
Com tanto espaço a ganhar

Nessa eterna demora
Pessoas impessoais
Esquecem
O aqui
O agora

Bem fazem os animais…

André Fernandes Branco

Poemas
Uma Resposta
  1. Fernanda Passos :

    Date: October 6, 2007 @ 18:51

    Bela poesia sobre o tempo. Aliás, demorei a retribuir sua visita por causa desse velho altivo e de barbas brancas, meu algoz.

    Volte. Eu voltarei.
    Bj.

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