Contemporaneidade

9:34 am

Um relógio quando pára
Pára também um pedaço do mundo
O mesmo mundo que é espaço
Onde os recursos escassos
Provocam problemas profundos

Parede e pulso que sente
Telefone, obelisco marcando
Doença que nunca melhora
Desde que o nunca era quando
Manter-se no centro das horas
Embrulhar o instante presente

Pobre mundo
Vasto e imundo
Já me chamei Raimundo
Agora sou só correria
Sem rimar com mais nada por perto

Na era das desavenças
É tempo de se apressar
Não existe tempo a perder
Com tanto espaço a ganhar

Nessa eterna demora
Pessoas impessoais
Esquecem
O aqui
O agora

Bem fazem os animais…

André Fernandes Branco

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